No último fim de semana (13 e 14 de março), a Fórmula Indy tomou conta das ruas de São Paulo. A prova aconteceu no Sambódromo do Anhembi e seus arredores. Isso mesmo, nos seus arredores. O circuito incluía um trecho da pista local da tão importante Marginal Tietê: uma reta de 1,5km de extensão.
Nela, considerada a maior de todos os circuitos da Indy, os pilotos puderam acelerar até aproximadamente os 310 km/h e completaram cada volta em cerca de 1min15s.
Mas, antes disso, os organizadores tiveram que enfrentar um imprevisto durante os treinos: a passarela do samba. Os carros, literalmente, sambaram no Sambódromo do Anhembi – cartão postal da corrida – por causa da falta de aderência.
A solução encontrada foi fazer uma raspagem da superfície da pista, que depois foi lavada por caminhões pipa. A reforma da reta aumentou a velocidade final dos carros em 13% nesse trecho e custou à Prefeitura Municipal de São Paulo uma pequena fortuna.
Apesar dos acidentes e da bandeira amarela no início do circuito serem consideradas normais na Indy, essa foi uma prova incomum: o grid de largada só foi definido no dia da competição. A corrida foi interrompida por 35 minutos, por causa da chuva, e terminando com 61 voltas, após duas horas de disputa.
O vencedor da São Paulo Indy 300 foi o australiano Will Power da equipe Penkse (que comemorou a vitória bebendo leite, como em Indianápolis), seguido pelo americano Ryan Hunter-Reay da Andretti. O brasileiro Vitor Meira, da A.J. Foyt, que havia sofrido um grave acidente nas 500 milhas de Indianápolis do ano passado, conseguiu o terceiro lugar.
Para assistir à prova, o público de quase 40 mil pessoas pagou por ingressos que custaram de R$100,00 a R$ 500,00. E, quem não pôde comparecer ao circuito, teve a opção de acompanhar a transmissão para mais de 200 países da Band.

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